Archive for the ‘Rio Grande do Norte’ Category

Eco Turismo

março 6, 2008

Sítios Arqueológicos – No Rio Grande do Norte foram descobertos enterramentos humanos de 10 mil anos nas regiões do Seridó, Meio Oeste e Alto Oeste potiguar. Essas datas indicam-nos que esses homens pré-históricos conheceram mamíferos de grande tamanho, hoje extintos, que viveram no interior do Nordeste nas mesmas épocas. O tigre dente-de-sabre, o mastodonte, parecido com o elefante, várias espécies de preguiças e tatus gigantes, somente desapareceram por volta de 10 mil anos. No sertão do Nordeste do Brasil, desenvolveu-se uma arte rupestre pré-histórica das mais ricas e expressivas do mundo, demonstrando a capacidade de adaptação de numerosos grupos humanos. Os mitos e cerimoniais representados significam o imaginário das mais profundas e antigas raízes nordestinas.

Pólos de Eco-turismo

* Pólo Litoral Sul – Sibaúma, Pipa, Tibau do Sul, Nísia Floresta. Acesso por estrada asfaltada (BR-101), distando em média 80 km de Natal.

Pólo Litoral Norte:

* Parrachos de Maracajaú – Acesso por estrada asfaltada (60 km de Natal pela BR-101), continuando por estrada de terra (+ 15 km) e 5km por barco, mar adentro.
* Parrachos de Rio do Fogo – Acesso por estrada asfaltada (60 km de Natal pela BR-101), continuando por estrada de terra (+ 25 km) e 5 km por barco, mar adentro.

Pólo Serras do Sul:

* Passa e Fica, Serra de São Bento e Monte das Gameleiras (esse Pólo se estenderia para o vizinho Estado da Paraíba) – Acesso pela BR-101 até Goianinha (65 km), e daí até Passa e Fica pelas RN-003 e 093 (+60km).
* Serra do Tapuia – Acesso pela BR-226 até Tangará (100 km), daí por Sítio Novo pela RN-093 (20km) e, finalmente, por estrada de terra até a comunidade de Serra do Tapuia (8 km).

Pólo Serra Branca:

* São Rafael – Acesso pela BR-304 (200 km), a seguir pela RN-118 (20 km) e finalmente 8 km por estrada de terra.

Pólo Seridó – Esse Pólo se estenderia para o vizinho Estado da Paraíba. Acesso pelas BR-226 / 427. Fica a 230 km de Natal.

Pólo Chapada do Apodi:
Lajedo de Soledade – Acesso pela BR-304 até Assu (200 km), e daí pelas RN-233 / 117 e BR-405 até Apodi (+155 km). Finalmente, 6 km de estrada de terra até a comunidade de Lajedo de Soledade. O Lajedo de Soledade constitui uma das maiores exposições de rocha calcária do estado. Nela encontram-se 56 abrigos sob rocha, contendo um impressionante conjunto de pinturas pré-históricas da tradição agreste e muitas gravuras de raro estilo. Em meio a ravinas e cavernas, entre elas a do Roncador – a maior do RN. Fósseis de animais da mega fauna também são muito comuns. Um pequeno, mas bem montado museu, foi com apoio da Petrobrás. O local recebe cerca de sete mil visitantes por ano, constituindo-se num dos principais atrativos eco-culturais do RN. Entretanto, o excesso de visitantes ameaça a preservação das gravuras e pinturas, já que o local não dispõe de infra-estrutura adequada para tal.

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Folclore – RN

março 6, 2008

O Folclore do Rio Grande do Norte, bastante rico, conta com vários Autos e Manifestações Populares.

Os principais Autos do Estado são os seguintes:

Boi de Reis – É o tradicional Bumba Boi. Joaquim Augusto da Silva, conhecido como Joaquim Basileu, é o Mestre, Amo do Boi de Reis de Natal. Natural de Monte Alegre, descendente de uma família que sempre brincou “Os Reis”. Aos quatorze anos era galante e aos vinte, “Mestre de Reis”. A primeira apresentação do ano é realizada diante de uma igreja para que todos os brincantes sejam abençoados por Deus. A seguir, apresentam-se em palanques ou residências, quando são chamados.

Boi Calemba – Pertence ao ciclo natalino. Folguedo de praia e sertão, com auditórios certos, entusiásticos e fiéis. Não há modelo fixo para o Auto.

Fandango – A grande influência Portuguesa pode ser sentida nos passos das danças e expressões contidas nas Jornadas. O enredo desse evento grita em torno de um navio perdido no mar por 7 anos e um dia, correndo a tripulação perigo de incêndio, calmaria e tempestade.

Congos – Auto de inspiração africana, conta uma luta entre dois soberanos negros: a rainha Ginga e o rei Henrique Cariongo.

Lapinha e Pastoril – A lapinha ou presépio, dança religiosa, existe no Brasil desde o início da colonização. O elenco é formado por mocinhas que entoam jornadas das mais diversas procedências, em louvor ao Messias. O pastoril, seu primo profano, veio muito depois, no século passado. Cantos, louvações, lôas, entoadas diante do presépio na noite de Natal, aguardando-se a Missa do Galo. O repertório é um misto de cantos religiosos e profanos. Esse Auto simboliza o nascimento de Jesus. Os autos citados eram representados outrora durante as festas do fim do ano e começo do Ano-Novo.

Caboclinhos – Representados durante os dias de carnaval, com os integrantes fantasiados de índios estilizados e que já teve outrora seu núcleo dramático, com a morte e ressurreição do filho do cacique.

As principais danças folclóricas potiguares são as seguintes:

Araruna – O Araruna, Sociedade de Danças Antigas e Semidesaparecidas, existe em Natal, desde 1956, e representa um repertório coreográfico de danças folclóricas ou folclorizadas.

Coco, Bambelô, Maneiro-Pau – São danças de roda em que não há qualquer enredo dramatizado, das quais o publico pode participar, já que não é exigida uma indumentária padronizada, ao contrário dos autos. O coco-de-roda e o coco de zambê, o bambelô, ainda hoje existe em algumas praias. O maneiro-pau é característico da região serrana do alto oeste do Rio Grande do Norte.

Bandeirinhas e Capelinha-de-Melão – Danças características do ciclo junino. As pastoras cantam jornadas em louvor a São João Batista.

Espontão – Dança característica da festa dos negros, na região do Seridó, durante a coroação de reis e rainhas, na Festa de Nossa Senhora do Rosário, em Caicó, Parelhas e Jardim do Seridó. É privativa dos homens e se assemelha a um bailado guerreiro.

Bambelô – Samba, côco de roda, danças em círculo cantadas e acompanhadas de instrumentos de percussão (batuque), fazendo os bailarinos, no máximo de 02, figurarem no centro da roda.

Praias – Natal

março 6, 2008

Pipa – Foi apontada por Veja como um dos dez lugares paradisíacos do litoral brasileiro. Lá todo mundo se diverte. Desde casais apaixonados até crianças em férias. Pertence a Tibau do Sul e reúne desde recantos de natureza preservada com campings, pousadas charmosas, á hotéis e restaurantes sofisticados.
É possível observar golfinhos á beira mar, tartarugas desovando na areia, fazer trilhas pela Mata Atlântica e á noite escolher uma das centenas de opções da culinária local ou estrangeira.

Genipabu é a praia mais famosa do litoral norte e fica a 30 Km da capital. Suas dunas brancas ficaram nacionalmente conhecidas depois que viraram cenário de novelas da Globo como Tieta e O Clone.
É considerada uma das mais belas praias brasileiras. Para explorar a região nada melhor do que contratar um bugueiro experiente que o levará a um passeio “com emoção” ou “sem emoção” pelos imensos “tobogãs de areia”.

A praia de Jacumã, a 33 km de Natal, fica numa enseada com arrecifes, deixando suas ondas fracas. Boa para banho.
As dunas e sua lagoa, com os famosos “aerobunda” e “skybunda” são as maiores atrações de Jacumã.
Cabos aéreos sobre a lagoa resultam no “aerobunda”, onde a pessoa cai literalmente de “poupança” na água, daí o sugestivo nome.

Pirangi é tão bom que são duas. Tem a do Norte e da Sul e ficam a 32 quilômetros do Centro de Natal.
Freqáentadas quase sempre por veranistas, é lá que o carnaval de rua potiguar ainda resiste com a Banda do Cajueiro e seus frevinhos de bloco.

Galinhos é um dos municípios mais remotos do Estado. Fica a 160 quilômetros de Natal. Era tação difícil chegar lá, que nos anos setenta a energia era eólica devido a dificuldade de se levar os postes da companhia elétrica até a cidade.
É uma península onde só chegam bugues ou carros 4×4, pois fica isolado pelo rio e pelas dunas móveis.Os automóveis chegam até o outro lado do rio pela BR-408. Depois toma-se um barco para chegar ao local.

Baía Formosa é o paraíso dos surfistas e ecoturistas. Ainda com ares de vila de pescadores, reúne a virgindade de suas praias de barcos de pesca com uma pequena estrutura turística.
Em alguns pontos mais altos pode-se observar falésias, arrecifes e faixas extensas de areia branca. Uma das vistas mais bonitas é a Baía que dá nome ao lugar.

Natal – RN

março 6, 2008

Natal, a capital do Rio Grande do Norte, na esquina do mapa do Brasil, é uma cidade privilegiada pela suas belezas naturais. Lindas praias, dunas, lagoas e coqueirais emolduram a Cidade do Sol, que a cada dia recebe mais turistas de todo o Brasil e do exterior. Para quem não sabe, Natal também é conhecida como a Cidade do Sol porque o astro rei brilha mais aqui durante o ano todo.

A capital potiguar tem cerca de 300 dias de sol durante o ano. O período de chuvas no Rio Grande do Norte vai de março a junho, mas a temperatura fica entre 22 e 28 graus.

Com cerca de 750 mil habitantes, Natal possui o ar mais puro da América do Sul, segundo levantamento da Nasa, agência espacial norte-americana, realizado em parceria com o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Especiais). Esta qualidade no ar é justificada pela sua posição geográfica privilegiada. A cidade está situada literalmente na “Esquina do Continente”, onde uma brisa constante e agradável vem do oceano para refrescar a cidade, cuja temperatura média anual é de 26,4 graus.

Além do melhor ar para se respirar, Natal ainda é uma cidade tranqüila, onde seus moradores cultivam alguns hábitos do interior, como o de bater papo sentados em cadeiras colocadas na calçada, em noites de muito calor. Esta cena é muito comum no bairro do Alecrim, o mais popular da cidade, que também possui um efervescente comércio, com destaque para a tradicional Feira do Alecrim, realizada aos sábados.


A origem da cidade:
A Fortaleza dos Reis Magos, no encontro das águas do mar e do rio Potengi, cuja construção se iniciou em 6 de janeiro de 1598, dia consagrado aos Santos Reis, é o marco do início da formação do núcleo populacional de Natal.

O historiador e folclorista Luís da Câmara Cascudo, filho dessa terra, escreveu em seus livros sobre a história da cidade que a origem do nome Natal pode estar ligado a dois fatos históricos: um deles relacionado ao dia que a esquadra de Mascarenhas Homem adentrou na barra do Potengi, no dia 25 de dezembro de 1597; e o outro, teria ligação a uma missa celebrada em 25 de dezembro de 1599.

As principais festas:

As principais festas religiosas da cidade são de Reis Magos (6 de janeiro), São Pedro (29 de junho) e Nossa Senhora da Apresentação (21 de novembro).

Mas é o Carnatal, um carnaval fora de época que acontece no início de dezembro, abrindo a temporada de verão na cidade, que mais agita a capital do Rio Grande do Norte. Hoje, o Carnatal é um dos maiores carnavais fora de época do país. Trios elétricos, bandas e cantores baianos invadem Natal, numa festa que reúne turistas e natalenses, durante quatro dias.

As praias urbanas:

Na orla urbana, as praias de Ponta Negra, Via Costeira e dos Artistas são as mais procuradas para banho. A praia da Redinha, situado no outro lado do rio Potengi, já foi local de veraneio de classe média natalense. Hoje, está um pouco esquecida e é apenas passagem para as outras praias do litoral Norte, como Genipabu. para quem transita pela balsa entre o bairro de Cristo Rei e a praia da Redinha. Nesta praia, o tradicional é parar o buggy ou o carro no velho mercado público e degustar uma ginga com tapioca. A ginca é um pequeno peixe frito no óleo de dendê ou comum servido num palito, colocado dentro da tapioca, uma iguaria regional feita à base de goma de mandioca e coco.

Ainda em Natal, alguns passeios podem ser bem interessantes, como uma visita ao Forte dos Reis Magos, a antiga Catedral, aos Museu e Memorial Câmara Cascudo, além do bairro da Ribeira, com seus casarões antigos e o teatro Alberto Maranhão.

Para quem gosta de levar lembranças da cidade, uma visita ao Centro de Turismo, no bairro Petrópoles, e ao Centro de Artesanato, da praia dos Artistas, pode resultar em boas compras. Situado num bonito prédio estilo colonial, onde já funcionou uma antiga cadeia pública, o centro de Turismo possui inúmeras lojinhas que vendem artesanato potiguar e nordestino.

Tem também a Galeria de Arte Antiga e Contemporânea, que reúne obras de artistas potiguares, com destaque para pinturas, esculturas e obras de joalheria. E no final das compras, experimente os bolinhos de macaxeira com camarão, queijo ou carne de sol da dona Lúcia ou dona Chica, que se revezam diariamente nessa arte de preparar essas iguarias. Ou ainda deguste um pastel com recheio de caju. No Centro de Artesanato da praia do Artistas 80 lojas oferecem de tudo, desde camisetas até pedras preciosas.

Nas noites de quinta-feira, no pátio do Centro de Turismo, acontece o mais tradicional forró da cidade: o forró com turista tem 14 anos de tradição, reunindo muitos turistas e natalenses.


História Contemporânea:

Na história política do Brasil, Natal foi a única capital do país que em 1935 foi dominada pelos comunistas. Durante quatro dias, a capital potiguar esteve sob o comando do Comitê Popular Revolucionário, que chegou a publicar um jornal e a dirigir ao povo um manifesto.

Na época da 2º Guerra, a cidade teve uma participação especial no conflito, devido a sua posição geográfica privilegiada. É o ponto do Continente Americano mais próximo da África. Entre 1942 e até o final da guerra, Natal abrigou a maior base aérea dos Estados Unidos fora do seu território.

Com cerca de 55 mil habitantes, a Natal naquele período se transformou com a chegada dos soldados norte-americanos. O hábito de mascar chiclete e tomar Coca-Cola foram incorporados ao cotidiano da provinciana capital , que passou viver o clima da Segunda Guerra. À noite, para evitar ataques aéreos, a cidade ficava as escuras.

Depois desse breve histórico de Natal, queremos apenas convidar você a vir conhecer mais de perto essa pequena, charmosa e encantadora capital. Com um ótimo alto astral, a cidade despertar em todos os seus visitantes uma paixão instantânea. Muitos, depois, acabam vindo morar nessa cidade de sol, mar e de um povo hospitaleiro. Outros, deixam tantos amigos aqui que acabam voltando uma, duas, três, quatro… Enfim, muitos voltam infinitas vezes.

Rio Grande do Norte – Dados Gerais

março 6, 2008

Embora o maior litoral dentre os estados brasileiros seja o da Bahia, o Rio Grande do Norte é o com maior projeção para o Atlântico, já que se situa em uma região onde o litoral brasileiro faz um ângulo agudo, a chamada “esquina do Brasil”. Foi por esse motivo, que os americanos decidiram estabelecer uma base aérea no estado durante a Segunda Guerra Mundial. Tal base, de tão importante que foi para o sucesso no desembarque na Normândia, foi apelidada na época de “Trampolim da Vitória”, devido ao grande “salto” que proporcionou para a frente aliada.

Dados Gerais:

* Capital: Natal
* Limites: Oceano Atlântico (N e L), Paraíba (S) e Ceará (O)
* Área: 52.796,791 km²
* População: 3.003.087 hab. (IBGE/2005)
* Cidades mais populosas: Natal, Mossoró, Parnamirim, São Gonçalo do Amarante, Ceará-Mirim, Macaíba, Caicó e Jardim de Piranhas
* Clima: Tropical
* Economia: Extração mineral, Agricultura, Pecuária, Indústria e Turismo